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A PROFECIA DARK (Anthony E. Zuiker)


Após ler o primeiro livro da trilogia Grau 26, de Anthony E. Zuiker, o criador da série de TV, CSI, imaginei ser impossível o autor conseguir escrever uma história tão envolvente como foi a do primeiro livro, mas ainda bem, estava enganada. Nesse segundo livro da trilogia o autor conseguiu se superar ainda mais e nos fez viajar, ou ter pesadelos, com as cartas do tarô. O assassino das cartas do tarô é tão, ou mais cruel, que Sqweegel, o serial Killer do primeiro livro da trilogia.

Steve Dark está de volta ao departamento após todos os acontecimentos do livro anterior. Norman Wycoff, secretário de defesa, conseguiu mantê-lo, assim como Riggins, trabalhando para o departamento e assim poder supervisionar todo o trabalho desenvolvido pelos dois. Não satisfeito, mas sem outra opção, Steve Dark se submete – um pouco – ao comando de Wycoff. Após a morte de Martin Green, o poderoso de um grupo de análise econômica, Wycoff entra em contato com Riggins, chefe da unidade que começara como uma ramificação do Programa de Captura de Criminosos Violentos, do Departamento de Justiça, o ViCap, que por sua vez era um grupo especial encarregado de monitorar e comparar homicídios em série, um instrumento vital para a aplicação da lei. O ViCap tratava de casos tão violentos que a polícia local e o FBI não estavam preparados para enfrentá-los.
Tanto Wycoff, como Riggins, crêem que o caso de Martin Green não pertence ao departamento, mas como Green era uma pessoa importante e que significava muito para as pessoas do círculo de amigos de Norman Wycoff, o mesmo, munido de seu poder encaminha o caso ao Departamento de Dark. Porém, mais tarde, no correr da investigação, todos verão que ninguém mais poderia cuidar desse caso a não ser Steve Dark.

A perseguição do repórter Johnny Knack, que comparecia as cenas dos crimes e escrevia uma conclusão pessoal com pouquíssima informação, sensacionalista, vagamente sádico e sangrento. O que mais irritava Dark era a falta de detalhes. Mas Knack sempre publicava uma foto da cena do crime que só poderia ter sido obtida dentro de departamento de casos especiais, ou como dizia o jornalista: ‘ fontes bem informadas próximas da investigação.’

O atual assassino, frio, metódico e sangrento, não mede esforços para realizar seu ritual. Depois que seu método é identificado - ele mata suas vítimas de acordo com as figuras de cartas de tarô, deixando-os mortos na posição dessas cartas e escolhendo pessoas que tenham alguma referência a elas -, Steve Dark procura uma cartomante para conhecer sobre essa técnica e para isso lê suas cartas e assim descobre fatos misteriosos sobre ele mesmo e os fatos que estão ocorrendo.
Mais uma vez o tempo é determinante e o autoconhecimento vai influir na rapidez em desvendar esses crimes hediondos e quem está por trás deles.

O autor nos apresenta novos personagens de maneira fluída e nos faz ter dúvidas e algumas vezes certezas absolutas de quem são e qual o seu papel na história.  Mas não se deixe enganar.

O que parecia impossível acontece,  esse segundo livro da Trilogia Grau 26, supera e muito ao primeiro e ótimo livro.
E a interatividade continua fazendo com que tudo que imaginamos ao ler a história tome forma.
Ótima leitura que faz aumentar aunda mais a expectativa pelo terceiro e último livro da série. 
“O que Riggins realmente gostaria era de ter tempo para acabar algum desses copos de café. Não que o sabor fosse bom. A bebida era forte demais, deixando um gosto metálico que ele não sabia exatamente de onde vinha, mas, se conseguisse chegar ao fim de um único copo, talvez pudesse sentir que realmente realizara algo, para variar.” (Pág. 31)
“Quando você abandona uma cidade por muito tempo, sua mente armazena o mapa das ruas lá no fundo. Seria o mesmo com as preces? Se você deixar de pronunciar as palavras, a mente as guardará em um arquivo oculto? Dark não se lembrava de quando rezara pela última vez. Lembrava-se de muitas noites de bebedeira em que amaldiçoara Deus. Talvez Deus houvesse reagido, apagando as palavras de sua mente.” (Pág. 162)


Um pouco sobre o autor:  Anthony E. Zuiker é criador e produtor executivo da série de TV mais assistida no mundo, "CSI", assim como de "CSI Miami" e "CSI New York". Aficionado por mistério desde a infância, seu sonho sempre foi escrever um romance policial. Vive entre Las Vegas e Los Angeles com a esposa e três filhos. Seus livros foram os primeiros romances digitais interativos, que agregam as melhores características da literatura e do cinema, aliadas a tecnologias digitais interativas, em uma experiência narrativa crua, obscura e intensa. Seus livros podem ser lidos em qualquer lugar sem acesso digital, mas onde a história tradicional termina, um nível mais profundo de imersão começa, exclusivamente para os leitores, em www.grau26.com.br. O leitor terá a opção de conectar-se a uma ciberponte: uma cena de três minutos, com atores de filmes famosos e séries de TV premiadas. Os personagens ganharão vida e detalhes da cena do crime vão explodir na tela. Seus livros publicados no Brasil são:
  • As Revelações de Dark
  • A Profecia Dark
  • Grau 26
Comentários
7 Comentários

7 comentários:

  1. Ai caramba... eu tentando diminuir minha lista e as resenhas da Bel só aumentando ela... não pode não... é mt maldade... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.... Esse livro parece ótimo, tanto quando o primeiro que já tinha ganhado seus pontinhos, agora então... vish... to lascada... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. Se vc gosta do gênero, Raíssa, com certeza vai gostar muito desse. O primeiro é ótimo e esse superou, e olha que geralmente as continuações deixam a desejar, mas não foi aqui o caso.
      Aumenta sua lista, vai valer a pena kkkk

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  2. Pelo visto o cara manda bem também no mundo literário. Acho qu tem mais um autor que estou precisando conhecer urgentemente!
    Bjs< Rose

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    1. Manda bem mesmo, não me admira que CSI é uma das séries mais vistas no mundo. O cara É bom.
      Bjs

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  3. Nossa cara depois das suas resenhas fiquei morrendo de vontade de ler as aventuras do Steve cara...
    Pq amo livros detetive, adoro esses casos q te deixam louca pra saber como resolvem os casos.. :33

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  4. Ainda não li nenhum da trilogia mas gostaria.. gosto de casos policiais ainda mais quando vc fica com aquela duvida toda sobre os assassinatos...
    Eu acho que nao conseguiria fazer resenha de livros assim, eu acabaria dando algum spoiler Hahuahahua...
    Mas a sua ficou ótima..
    Bj

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  5. Mas que bela surpresa! Sou viciada em CSI (LV e NY) há aaanos, e não tinha ideia que o criador das minhas séries favoritas era também escritor... é, shame on me :'(
    Mesmo que eu não tivesse lido a sinopse eu já teria ficado super interessada, mas depois que li fiquei mais ainda! Se na série de tv ele já é minucioso com cada história, imagine em um livro...
    Obrigada pela resenha, me fez adicionar pra minha lista livros que eu não deveria perder por nada nesse mundo :DD

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