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A Menina de Vidro (Jodi Picoult)


Oi gente que ama livros, hoje eu venho com a resenha do 45º livro lido em 2015 e foi A MENINA DE VIDRO (Jodi Picoult). Tempos atrás, antes mesmo de me tornar admiradora da autora, eu havia lido a sinopse deste livro e o primeiro pensamento que me passou pela mente foi: preciso ler e assim que o livro caiu nas minhas mãos, comecei a ler, desesperadamente.

O livro nos conta a história de Willow, uma garotinha que tem Osteogênese Imperfeita, conhecida popularmente de síndrome dos ossos de vidro. Os ossos de Willow são tão frágeis que ela pode quebrar qualquer um deles com o mínimo esforço possível e quando ela chega ao 5 anos, ela já contabilizou 52 fraturas pelo corpo.
"Engraçado como você pode ter 100% de certeza da sua opinião sobre uma situação até que ela aconteça com você." página 41
Willow é filha da Chalotte, uma excelente chef confeiteira e do Sean, um policial. Eles amam Willow apaixonadamente e fazem de tudo para que ela tenha uma vida boa, ainda que eles não tenham os recursos financeiros para isso. Willow também tem uma irmã mais velha, a Amelia e estes quatro personagens tentam a todo custo, simplesmente viverem felizes, apesar das dificuldades imensas que passam.

A família então decide passar as férias da Disney, Charlote faz o planejamento da viagem meticulosamente para que nada aconteça com Willow durante os passeios, mas infelizmente, assim que chegam à Orlando, Willow cai, como qualquer outra criança poderia cair, porém com ela, o estrago é maior e como se isso já não fosse bem desgastante, todo este acidente gera uma série de situações extremas para a família. Sean fica tão revoltado com o que aconteceu que decide responsabilizar alguém Ele e Charlote procuram um advogado, mas o advogado os convence que o processo que Sean quer levar adiante não tem fundamento, mas ele encontra na situação de Willow, uma brecha e sendo assim, convence Charlotte que ela deverá processar a sua obstetra por não ter-lhe dado a alternativa de aborto quando a patologia de Willow foi diagnosticada na gestação e é aí que todo o drama do livro vai se desenvolver: Charlotte, apesar de amar a filha, terá que dizer mediante um tribunal que não queria que a filha tivesse nascido e como se isso não fosse o bastante, a obstetra que será processada, é a melhor amiga de Charlote, a Piper. O objetivo de Charlote é simples: com a indenização, poder oferecer à Willow todos os recursos possíveis para que ela cresça e se torne uma adulta independente, mas o processo vai minando lentamente a família e gerando consequências inesperados na vida de todos.
"Absurda essa mentalidade de responsabilizar os outros... 'Culpe alguém e se sinta melhor'". Página 99
O livro é tenso, angustiante e com passagens muito tristes. A história nos é apresentada sob a perspectiva de vários personagens. Temos a visão particular de todos os envolvidos: Charlote, Sean, Amelia, Piper e até da advogada designada para o caso, a Marin, que através da sua história pessoal de vida, vai nos dar argumentos para defender e condenar a intenção de Charlote.

A narrativa é interessante, não apenas pelo enredo apresentado, mas todas essas perspectivas são contadas pelos personagens como se eles estivessem contando para a própria Willow, o que torna o texto ainda mais intenso e quando a história se amarra no final, você estará devastado por tudo o que leu, conheceu, sentiu e assistiu.

Tenho sentimentos conflitantes com este livro. A escrita da Jodi Picoult é perfeita. Ela desenvolve os personagens com características tão incisivas que você consegue entrar na cabeça de cada um deles e entender suas motivações. A autora manipula seus sentimentos e te dá uma série de direções e você acaba confuso por não saber exatamente o que sentir, quem condenar ou para quem torcer.

Quando terminei de ler o livro, tinha a impressão que meu coração estava sendo massacrado dentro do peito, machucado, torturado e fiquei tão fragilizada pela história que era como se eu também tivesse sofrido as fraturas de Willow ou as dores dos outros personagens porque nesta história, todos sofreram e sofreram muito.

O livro é dramático e sério. Dá para perceber o quanto a autora pesquisou o assunto e se inteirou dos caminhos da lei para desenvolver sua história e ainda que os parágrafos sejam recheados de informação, em nenhum momento a leitura é cansativa ou monótona, pelo contrario, a aventura de ler este livro é visceral, forte, emocionante.

Eu gostei muito, porém não recomendo para qualquer tipo de leitor. O livro é triste e o final me pareceu bem injusto e revoltante. Apropriado talvez, mas difícil de aceitar. Vale a pena pela escrita soberba da Jodi e vale a pena pela originalidade da história, mas é um livro que pode te deixar melancólico por vários dias.


Se você gosta de drama e não quer economizar lágrimas, será uma leitura excelente e acho que isso é tudo o que eu posso dizer. Por mais que eu queria falar, discutir, criticar e dissecar todos os detalhes deste enredo, o melhor que eu posso fazer por vocês é deixá-los serem surpreendidos por si mesmos.
"O que queremos, na realidade, é ser amados." página 501
Eu gostei muito e duvido que algum dia eu venha a esquecer o efeito que este livro teve sobre mim ou o estado deplorável que ele me deixou.

Incrível!!!!

Um pouco sobre a autora: Jodi Picoult nasceu e cresceu nos Estados Unidos. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. Aos 38 anos é autora de onze best sellers. No Brasil, alguns de seus livros publicados são:

Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Eu entendo seu sentimento em relação ao livro, fiquei igualzinha. Como você disse não é um livro que todos possam gostar, mas acho impossível não sentir-se em carne viva com essa leitura.
    Amei a resenha, me senti dentro do livro novamente.

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